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The Body Shop, da Natura, ensinará ativismo em lojas

A The Body Shop, marca de cosméticos que integra o grupo Natura & Co, com Avon, Aesop e Natura, está trazendo um novo conceito para o Brasil: a loja workshop. Esse formato deve dar destaque à experimentação de produtos pelos clientes, com consultorias sobre autocuidado e lições de ativismo — conceito que já faz parte do histórico da marca, fundada na Inglaterra, em 1976, e adquirida pela Natura em 2017.

“A intenção é trazer o consumidor para o centro da marca, atender em qualquer perspectiva, seja no e-commerce, seja na loja física, com toda a experiência de produto”, explica Paula Andrade, vice-presidente de Varejo do grupo Natura & Co. Recém-aberta no Barra Shopping, no Rio, a loja se assemelha a um ateliê de artesãos.

A The Body Shop iniciou o projeto com o conceito de loja workshop. Imagem: Reprodução

O ambiente tem itens reutilizados e reciclados em seu interior e exibe o trabalho do Atelier Casa da Mãe Joana, com trabalhos da linha Vasos Feministas, confeccionados pela ceramista Joana Alveal.

No local, os consumidores poderão conhecer mais sobre a história e origem dos produtos da marca em espaços interativos como os das linhas Tea Tree e Body Butter, além de experimentar os cremes na pele e aprender rituais de autocuidado no centro da loja, onde pias simulam o ambiente de casa. Quem auxilia nesse processo são as consultoras, que indicam o produto e a maneira mais adequada de utilizá-lo, de acordo com a necessidade do cliente.

Painéis também contam sobre as causas da marca, como meio ambiente e feminismo. “Nós temos um público feminino jovem, forte e engajado”, explica Andrade. Ainda no espaço para presentes, os consumidores podem escolher diferentes adesivos e faixas para personalizar sua embalagem. Mas, caso queira, pode apenas obter a consultoria na loja física e finalizar a compra pelo site ou aplicativo. Ou vice-versa — as etapas ficam a gosto do freguês.

Esse é o primeiro ambiente da marca com o conceito workshop aberto no Brasil e o segundo na América Latina — já existe no Chile. Com 82 lojas em território nacional e mais de 2,5 mil distribuídas por 66 países, a marca britânica pretende abrir lojas nesse formato em outros estados ainda em 2021.

Devido à pandemia, a empresa encerrou o primeiro trimestre deste ano com 129 fechamentos líquidos de lojas (próprias e franquias), em todo o mundo, contados a partir de 2020, mas obteve um crescimento de 119% no e-commerce.

Físico e digital

De acordo com Paula Andrade, o avanço do comércio eletrônico não elimina a importância das experiências presenciais. Pelo contrário: “O espaço físico compõe a jornada de experiência do consumidor e traz a experimentação de produtos — que é muito importante para a categoria de beleza”.

Avaliada em US$ 725 milhões, a empresa entrou em 2021, pela primeira vez, para o Top 50 de marcas de cosméticos mais valiosas do mundo, da consultoria Brand Finance. A empresa foi destacada como a terceira de crescimento mais rápido, com um aumento de 22%.

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Fonte: Broadcast Estadão



Fonte feed: E-commerce Brasil